SINTRA
PRESS
PHOTO
OUT 2016 MU.SA
MUSEU
DAS ARTES
DE SINTRA

Com financiamento e a convite da União de Freguesias de Sintra, a associação Reflexo tem o prazer de apresentar mais uma edição do Sintra Press Photo, uma exposição anual de fotojornalismo a ser exibida no MU.SA (Museu das Artes de Sintra), a partir 22 de Outubro de 2016.

Mantendo o legado da edição anterior, este evento pretende ocupar um espaço que se encontra vazio em território nacional, através de uma exposições de trabalhos de fotojornalistas de renome internacional que, ao longo das suas carreiras, têm traçado difíceis e arriscados percursos pautados pela arte aliada à informação.

Após o sucesso da primeira edição, onde foram exibidos trabalhos à temática do ‘Conflito’, o Sintra Press Photo apresenta esta ano trabalhos dedicados ao ‘flagelo humano’.

De Portugal apresentamos Mario Cruz, um dos mais promissores nomes do fotojornalismo nacional e internacional da actualidade e vencedor do primeiro prémio World Press Photo 2016 na categoria de Assuntos Contemporâneos. No Sintra Press Photo, Mario Cruz irá expor ‘Roof’ uma reportagem fotográfica que nos mostra um olhar único da vida de um grupo de sem-abrigo a viver em edifícios abandonados na zona da grande Lisboa. O estilo e sensibilidade do fotografo português confronta-nos com a dura realidade do drama social que afecta milhares de indivíduos que, por variadas razões, se viram abandonados ao destino e a sobreviver num Portugal profundamente afectado por uma crise económica.

Da Republica Democrática do Congo chega-nos um trabalho do fotojornalista britânico Phil Moore, um conceituado fotojornalista internacionalmente reconhecido pela cobertura de crises humanitárias e conflitos mundiais. Em ‘Nightwalkers’, o fotografo mostra com um olhar artístico o êxodo de milhares de pessoas em fuga ao combates que esporadicamente ocorrem no leste do país centro-africano. Ao estilo de pinturas modernistas, os cenários noturnos dos momentos dramáticos capturados por Phil Moore transmitem a urgência e desespero de uma população traumatizada pela guerra e em fuga constante.

Outro fotógrafo a marcar presença em Sintra, é Dominic Nahr, um fotojornalista colaborador assíduo da revista TIME e galardoado com alguns dos mais importantes prémios de fotojornalismo internacionais. O fotografo Suíço apresenta, ‘Fallout’ um trabalho efectuado ao longo de vários anos em que mostra o drama de Fukushima desde horas após o terramoto, que levou à destruição de largas areas da costa japonesa e culminou num dos maiores desastres nucleares da historia, até aos dias de hoje. Através de imagens exclusivas, Nahr leva-nos numa viagem ao interior das centrais nucleares e aos impressionantes cenários apocalípticos da zona de exclusão, deixada ao abandono desde o desastre de 2011.

O lançamento do Sintra Press Photo 2016 irá contar com a presença dos três fotógrafos para uma conversa sobre os seus trabalhos e temas relacionados com o fotojornalismo actual. Um evento que proporcionará ao público uma janela para o trabalho e vida de alguns dos grandes nomes da indústria fotográfica.

1987, Lisboa, Portugal.
Mário Cruz estudou fotojornalismo no Cenjor - CENJOR - Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas.
Em 2006 começou a fotografar na LUSA - Agência de Notícias de Portugal que coopera com a EPA - European Pressphoto Agency.
Desde 2012 que o seu foco tem sido nos seus projetos pessoais: 
- “Recent Blindness” - Vencedor do Prémio Estação Imagem 2014
- “Roof” - Vencedor do Prémio Magnum 30 Under 30 2015
- “Talibes Modern Day Slaves” - Vencedor do World Press Photo 2016 - 1º Prémio Assuntos Contemporâneos; Vencedor do POYi 2016 - Picture of the Year Internacional - Issue Reporting Picture Story; Vencedor do Prémio Estação Imagem 2016. O seu trabalho tem sido publicado na Newsweek, LENS - New York Times Blog, International New York Times, CNN, Washington Post, El Pais, CTXT.es e Neue Zürcher Zeitung.

www.mario-cruz.com

Roof (Portugal)

Em Lisboa, Portugal, existem cerca de 2 800 prédios "parcialmente devolutos" e 1 870 "totalmente devolutos", segundo um levantamento da Câmara Municipal local. Para além disso, existem mais de 800 sem-abrigo nas ruas da capital.
As pessoas que sobrevivem em locais abandonados não fazem parte das estatísticas, porque um teto em fábricas abandonadas, vilas esquecidas ou edifícios em ruínas tem de ser, muitas das vezes, um segredo bem guardado para os que tentam escapar á fria calçada portuguesa. 
No coração de Lisboa, na periferia, nas freguesias menos turísticas, ao longo do mapa municipal, escondem-se condições desumanas, vidas frágeis e lutas solitárias.
A insustentabilidade e fragilidade própria dos lugares que servem de abrigo estão dramaticamente alinhadas com as vidas que momentaneamente acolhem.
São pessoas que refletem o desemprego, a falta de oportunidade e apoio social, e sobretudo um triste destino que teima em pairar sobre a sociedade portuguesa.
Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), voltou aos níveis de pobreza e exclusão social de há dez anos. Numa altura em que a internet cria protestos e diálogos sobre questões mundiais, o seu sofrimento é invisível.
A identificação dos locais é propositadamente preservada.

Phil Moore é um fotojornalista independente britânico que vive no norte do País de Gales, no Reino Unido.
Durante 5 anos teve a sua base em Nairobi no Quénia, onde trabalhou predominantemente em questões de conflito, instabilidade civil e as crises humanitárias na região dos Grandes Lagos.
Phil estudou Computer Science na Universidade de Sheffield onde se licenciou em Artificial Intelligence, posteriormente trabalhou como pesquisador associado no departamento da Universidade, antes de se mudar para Paris, onde enveredou pelo web-design.
Tem trabalhado extensivamente como fotojornalista desde 2011 em toda a África, no conflito Síria e Líbia, crise dos refugiados na Europa, e no trabalho infantil na Bolívia. Atualmente está a desenvolver vários projetos, incluindo a identidade on-line e legados nucleares.
O seu trabalho tem sido reconhecido com vários prémios internacionais nomeadamente como finalista no Visa d’Or prize at Visa pour l’image festival — Perpignan, França, 9th DAYS JAPAN Special Prize no Japão e mais recentemente no Moscow International Foto Awards.

www.philmoore.info

Nightwalkers (DR Congo)

A vida deles é um fluxo, a população no leste da República Democrática do Congo é frequentemente desenraizada e forçada a abandonar as suas casas quando a violência lhes bate à porta. Aqui, desde o início dos anos 90 o conflito destrói comunidades, deixando cerca de 5.4 milhões de pessoas mortas, vítimas de guerras e rebeliões. Mais de 2 milhões encontram-se hoje em dia deslocados.

Durante a rebelião dos “M23” entre 2012 e 2013, combates entre forças governamentais e rebeldes deixaram para trás um rastro de destruição e um desastre humanitário. A população estava em constante movimento, abandonando vilas destruídas pela frente de combate também esta em constante mudança. Para muitos, esta não foi a primeira vez que tiveram de fugir, nem a primeira vez que tiveram de deixar as suas casas e pertences para trás.

Em contraste com as imagens de colunas de largos grupos de gente em marcha, que tradicionalmente ilustram os boletins noticiários, estas imagens em “Nightwalkers” são uma tentativa de mostrar a incerteza constante em que estas populações vivem, principalmente à noite, quando mesmo em tempo de relativa paz a ameaça de grupos armados entrarem numa vila está sempre presente.

*Ninguém sabe ao certo quantas pessoas perderam a vida durante o conflito, que muitas das vezes acontece em zonas remotas de floresta e montanha, mas agências de ajuda humanitária normalmente referem o numero de vitimas.

Dominic Nahr (Suíça, 1983) tem a sua base no Quénia, mas cresceu em Hong Kong e licenciou-se com um BFA em fotografia pela Universidade de Ryerson em Toronto, Canadá.
Desde 2008 que Dominic tem documentado histórias de todo o continente Africano, da Somália ao Senegal, Mali e África do Sul. Como fotógrafo contratado da revista Time testemunhou a Primavera Árabe no Egito, a fome na Somália, conflitos de fronteira entre os governos de Cartum e Juba, bem como o tsunami no Japão e a crise nuclear em Fukushima.

Dominic exibiu o seu trabalho no prestigiado Visa pour l’image em Perpignan, França, em 2009 e novamente em 2016 e como fotógrafo da Leica, fez parte da exposição 10x10 para o 100º aniversário da marca Leica. Recentemente, participou pela segunda vez no Festival LUMIX para Jovens Fotojornalistas em Hannover, Alemanha e teve uma exposição em nome próprio no famoso festival de fotografia Rencontres d’Arles, em França numa colaboração com a Fundação Suíça para a Fotografia e a Fundação Manuel Rivera Ortiz de Documentário e Filme.

Em 2009 foi o primeiro premiado da Oskar Barnack Newcomer Award. também ganhou nas categorias da Sony World Photography Awards e foi mencionado pela PDN Magazine como um dos “ fotógrafos do Top 30 com menos de 30 anos”. Dominic tem vindo a ser reconhecido pelo trabalho que fez no Sudão para o World Press Photo em 2013 e no Egito, Somália e Sudão para Pictures Of The Year Awards em 2012 e 2013. Em janeiro 2015 foi considerado o fotógrafo suiço do Ano na Photo15 em Zurique. Recentemente recebeu o fundo Marty Forscher Fellowship para Fotografia Humanitária pelo seu trabalho para os Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Sudão do Sul.

Os seus clientes editoriais incluem a revista Time, The New Yorker, The New York Times Magazine, National Geographic Magazine, Stern, a revista Outside, Monocle, The Wall Street Journal, Schweizer Illustrierte, Neue Zürcher Zeitung, Libertação, Le Monde, Médicos Sem Fronteiras (MSF) entre muitos outros.

Dominic está actualmente a produzir uma publicação com um olhar crítico e pessoal sobre o terramoto de Tohoku, o tsunami e a crise nuclear em Fukushima. O seu trabalho tem incidido num interesse particular dos efeitos psicológicos e físicos que este desastre ambiental devastador provocou na população japonesa.

www.dominicnahr.com

Fallout (Japan)

Fukushima era o motor de um império de energia.
O nuclear tem uma ligação histórica com o Japão contemporâneo. Uma história que vai desde as bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki a outra testada no Atol de Bikini que contaminou centenas de pescadores Japoneses e os seus barcos. Acidentes são comuns em centrais nucleares, no entanto ficam muitas das vezes longe do domínio público. O Japão rege-se por directivas estritas e fortemente enraizadas numa sociedade isolada que relembram um obscuro sistemas de castas ainda vigor.

Cheguei à cidade de Fukushima no dia a seguir ao tremor de terra Tohoku e o tsunami de 11 de Março. Horas depois ocorreram explosões de hidrogénio em dois reactores, um foi tão potente que rebentou com o tecto da central nuclear. Nuvens espessas emergiram e expandiram-se em várias direcções. Desde então existe um denso estigma em Fukushima - a gente, a sua terra, a sua comida e a sua mente foram envenenadas. Ao longo dos anos tenho com o meu trabalho, tentado entender e representar as marcas físicas, psicológicas e ambientais infligidas em quem vive na zona radioactiva e arredores.

Dominic Nahr

Dominic Nahr (Suíça, 1983) tem a sua base no Quénia, mas cresceu em Hong Kong e licenciou-se com um BFA em fotografia pela Universidade de Ryerson em Toronto, Canadá.
Desde 2008 que Dominic tem documentado histórias de todo o continente Africano, da Somália ao Senegal, Mali e África do Sul. Como fotógrafo contratado da revista Time testemunhou a Primavera Árabe no Egito, a fome na Somália, conflitos de fronteira entre os governos de Cartum e Juba, bem como o tsunami no Japão e a crise nuclear em Fukushima.

Dominic exibiu o seu trabalho no prestigiado Visa pour l’image em Perpignan, França, em 2009 e novamente em 2016 e como fotógrafo da Leica, fez parte da exposição 10x10 para o 100º aniversário da marca Leica. Recentemente, participou pela segunda vez no Festival LUMIX para Jovens Fotojornalistas em Hannover, Alemanha e teve uma exposição em nome próprio no famoso festival de fotografia Rencontres d’Arles, em França numa colaboração com a Fundação Suíça para a Fotografia e a Fundação Manuel Rivera Ortiz de Documentário e Filme.

Em 2009 foi o primeiro premiado da Oskar Barnack Newcomer Award. também ganhou nas categorias da Sony World Photography Awards e foi mencionado pela PDN Magazine como um dos “ fotógrafos do Top 30 com menos de 30 anos”. Dominic tem vindo a ser reconhecido pelo trabalho que fez no Sudão para o World Press Photo em 2013 e no Egito, Somália e Sudão para Pictures Of The Year Awards em 2012 e 2013. Em janeiro 2015 foi considerado o fotógrafo suiço do Ano na Photo15 em Zurique. Recentemente recebeu o fundo Marty Forscher Fellowship para Fotografia Humanitária pelo seu trabalho para os Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Sudão do Sul.

Os seus clientes editoriais incluem a revista Time, The New Yorker, The New York Times Magazine, National Geographic Magazine, Stern, a revista Outside, Monocle, The Wall Street Journal, Schweizer Illustrierte, Neue Zürcher Zeitung, Libertação, Le Monde, Médicos Sem Fronteiras (MSF) entre muitos outros.

Dominic está actualmente a produzir uma publicação com um olhar crítico e pessoal sobre o terramoto de Tohoku, o tsunami e a crise nuclear em Fukushima. O seu trabalho tem incidido num interesse particular dos efeitos psicológicos e físicos que este desastre ambiental devastador provocou na população japonesa.

www.dominicnahr.com

Fallout (Japan)

Fukushima era o motor de um império de energia.
O nuclear tem uma ligação histórica com o Japão contemporâneo. Uma história que vai desde as bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki a outra testada no Atol de Bikini que contaminou centenas de pescadores Japoneses e os seus barcos. Acidentes são comuns em centrais nucleares, no entanto ficam muitas das vezes longe do domínio público. O Japão rege-se por directivas estritas e fortemente enraizadas numa sociedade isolada que relembram um obscuro sistemas de castas ainda vigor.

Cheguei à cidade de Fukushima no dia a seguir ao tremor de terra Tohoku e o tsunami de 11 de Março. Horas depois ocorreram explosões de hidrogénio em dois reactores, um foi tão potente que rebentou com o tecto da central nuclear. Nuvens espessas emergiram e expandiram-se em várias direcções. Desde então existe um denso estigma em Fukushima - a gente, a sua terra, a sua comida e a sua mente foram envenenadas. Ao longo dos anos tenho com o meu trabalho, tentado entender e representar as marcas físicas, psicológicas e ambientais infligidas em quem vive na zona radioactiva e arredores.

Mário Cruz

1987, Lisboa, Portugal.
Mário Cruz estudou fotojornalismo no Cenjor - CENJOR - Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas.
Em 2006 começou a fotografar na LUSA - Agência de Notícias de Portugal que coopera com a EPA - European Pressphoto Agency.
Desde 2012 que o seu foco tem sido nos seus projetos pessoais: 
- “Recent Blindness” - Vencedor do Prémio Estação Imagem 2014
- “Roof” - Vencedor do Prémio Magnum 30 Under 30 2015
- “Talibes Modern Day Slaves” - Vencedor do World Press Photo 2016 - 1º Prémio Assuntos Contemporâneos; Vencedor do POYi 2016 - Picture of the Year Internacional - Issue Reporting Picture Story; Vencedor do Prémio Estação Imagem 2016. O seu trabalho tem sido publicado na Newsweek, LENS - New York Times Blog, International New York Times, CNN, Washington Post, El Pais, CTXT.es e Neue Zürcher Zeitung.

www.mario-cruz.com

Roof (Portugal)

Em Lisboa, Portugal, existem cerca de 2 800 prédios "parcialmente devolutos" e 1 870 "totalmente devolutos", segundo um levantamento da Câmara Municipal local. Para além disso, existem mais de 800 sem-abrigo nas ruas da capital.
As pessoas que sobrevivem em locais abandonados não fazem parte das estatísticas, porque um teto em fábricas abandonadas, vilas esquecidas ou edifícios em ruínas tem de ser, muitas das vezes, um segredo bem guardado para os que tentam escapar á fria calçada portuguesa. 
No coração de Lisboa, na periferia, nas freguesias menos turísticas, ao longo do mapa municipal, escondem-se condições desumanas, vidas frágeis e lutas solitárias.
A insustentabilidade e fragilidade própria dos lugares que servem de abrigo estão dramaticamente alinhadas com as vidas que momentaneamente acolhem.
São pessoas que refletem o desemprego, a falta de oportunidade e apoio social, e sobretudo um triste destino que teima em pairar sobre a sociedade portuguesa.
Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), voltou aos níveis de pobreza e exclusão social de há dez anos. Numa altura em que a internet cria protestos e diálogos sobre questões mundiais, o seu sofrimento é invisível.
A identificação dos locais é propositadamente preservada.

Phil Moore

Phil Moore é um fotojornalista independente britânico que vive no norte do País de Gales, no Reino Unido.
Durante 5 anos teve a sua base em Nairobi no Quénia, onde trabalhou predominantemente em questões de conflito, instabilidade civil e as crises humanitárias na região dos Grandes Lagos.
Phil estudou Computer Science na Universidade de Sheffield onde se licenciou em Artificial Intelligence, posteriormente trabalhou como pesquisador associado no departamento da Universidade, antes de se mudar para Paris, onde enveredou pelo web-design.
Tem trabalhado extensivamente como fotojornalista desde 2011 em toda a África, no conflito Síria e Líbia, crise dos refugiados na Europa, e no trabalho infantil na Bolívia. Atualmente está a desenvolver vários projetos, incluindo a identidade on-line e legados nucleares.
O seu trabalho tem sido reconhecido com vários prémios internacionais nomeadamente como finalista no Visa d’Or prize at Visa pour l’image festival — Perpignan, França, 9th DAYS JAPAN Special Prize no Japão e mais recentemente no Moscow International Foto Awards.

www.philmoore.info

Nightwalkers (DR Congo)

A vida deles é um fluxo, a população no leste da República Democrática do Congo é frequentemente desenraizada e forçada a abandonar as suas casas quando a violência lhes bate à porta. Aqui, desde o início dos anos 90 o conflito destrói comunidades, deixando cerca de 5.4 milhões de pessoas mortas, vítimas de guerras e rebeliões. Mais de 2 milhões encontram-se hoje em dia deslocados.

Durante a rebelião dos “M23” entre 2012 e 2013, combates entre forças governamentais e rebeldes deixaram para trás um rastro de destruição e um desastre humanitário. A população estava em constante movimento, abandonando vilas destruídas pela frente de combate também esta em constante mudança. Para muitos, esta não foi a primeira vez que tiveram de fugir, nem a primeira vez que tiveram de deixar as suas casas e pertences para trás.

Em contraste com as imagens de colunas de largos grupos de gente em marcha, que tradicionalmente ilustram os boletins noticiários, estas imagens em “Nightwalkers” são uma tentativa de mostrar a incerteza constante em que estas populações vivem, principalmente à noite, quando mesmo em tempo de relativa paz a ameaça de grupos armados entrarem numa vila está sempre presente.

*Ninguém sabe ao certo quantas pessoas perderam a vida durante o conflito, que muitas das vezes acontece em zonas remotas de floresta e montanha, mas agências de ajuda humanitária normalmente referem o numero de vitimas.

Organização conjunta

Teatro Reflexo

Rua da Pedreira, 14-A
2710-121 Cabriz, Sintra

T +351 214213188
www.teatroreflexo.org
info@sintrapressphoto.com

União Freguesias Sintra



www.uniaofreguesiassintra.pt
geral@uniaodasfreguesias-sintra.pt

Apoios

Equipa

Organização conjunta
Reflexo – Associação Cultural e Teatral e União das Freguesias de Sintra

Direção
José Chaíça
Michel Simeão
Paulo Nunes dos Santos

Curadoria
Paulo Nunes dos Santos

Assistente de Produção
Ana Custódio

Assessoria de Imprensa
RB & JPC, lda

Tradução de Materiais
Miguel Sousa

Design de Comunicação e Website
Thisislove studio