SINTRA
PRESS
PHOTO
OUT 2017 MU.SA
MUSEU
DAS ARTES
DE SINTRA

A Reflexo - Associação Cultural e Teatral, traz a Sintra mais uma edição do Sintra Press Photo, uma exposição anual de fotojornalismo a ser exibida no MU.SA (Museu das Artes de Sintra), a partir 14 de Outubro.

Esta produção, financiada pela União de Freguesias de Sintra e com o apoio da Câmara Municipal de Sintra, abordará nesta edição o tema ‘Suburbia’, com a apresentação de historias sobre gente e lugares que coexistem à margem da sociedade em várias regiões do planeta.

Celebrando um lugar cativo no espaço cultural nacional, o Sintra Press Photo realiza novamente uma mostra de trabalhos produzidos por três fotógrafos reconhecidos internacionalmente pela sua dedicação e estilo singular na abordagem a importantes temas que, ao longo de distintas carreiras, têm documentado.

De Portugal convidamos João Pina, um dos nomes maiores do fotojornalismo nacional e internacional, actualmente a residir nos Estados Unidos da América onde é receptor da prestigiada bolsa de jornalismo da Nieman Foundation da Universidade de Harvard. Em Sintra, o fotografo exibe ‘As caras ocultas das FARC’, uma série de retratos de guerrilheiros da histórica força revolucionária colombiana. Em viagem às savanas do Yari, no sul da Colômbia, João Pina retratou os guerrilheiros com uma máquina de grande formato e filme instantâneo Polaroid, pedindo aos próprios para assinarem os seus nomes de guerra e idade. Uma história intima que transmite uma abordagem cuidada, em tudo característica ao estilo de trabalho do aclamado fotografo português.

Do Brasil chega André Liohn, o reconhecido fotojornalista de guerra, galardoado em 2012 com a prestigiada Medalha de Ouro Robert Capa pela bravíssima cobertura da guerra civil na Líbia. O fotografo Botucatuense expõem em Sintra ‘Revogo’, um trabalho de fundo sobre a violência generalizada no Brasil, onde no último ano o número de homicídios atingiu os 60 mil. Uma média superior à de países considerados em estado de guerra, no Médio Oriente e em África. A vasta experiência de André Liohn na cobertura de conflito internacional é visível na abordagem a esta historia, onde o Brasileiro retrata um país em estado de crise social profunda.

Finalmente, das favelas de Nairobi chega-nos um trabalho de Siegfried Modola. Em ‘A luta entre pobreza e crime’, o fotografo Italo-Britânico retrata o dia-a-dia nos bairros onde cerca de dois milhões de pessoas vivem em condições precárias, e onde a prostituição, o roubo, abuso de drogas e o crime predominam. Tendo vivido a maior parte da sua vida no Quénia, Siegfried Modola consegue levar-nos ao coração do submundo de uma cidade tida por muitos como o epicentro económico e inovador do continente Africano, retratando de forma pura-e-dura a realidade de milhares de pessoas afectadas por crime e pobreza extrema.

A abertura do Sintra Press Photo 2017 irá contar com a presença dos três fotógrafos para um debate informal sobre o seu trabalho e temas relacionados com fotografia e jornalismo. Um evento que proporcionará ao publico uma janela para a vida de alguns dos maiores nomes do fotojornalismo internacional.

"Eu não nasci para ser fotógrafo. As realidades e expectativas para aqueles que nasceram no mesmo tempo e lugar de onde eu venho, não foram feitas de sonhos. Aqueles com quem partilhei minha infância nasceram para serem criminosos, prostitutas, toxicodependentes ou foram mortos em idade precoce. A fotografia apareceu na minha vida pela primeira vez quando tinha 6 anos no dia do casamento dos meus pais. Naquela pequena cerimónia, um amigo da minha mãe deixou-me tirar algumas fotos com a sua Kodak Instamatic de bolso. Ainda me lembro do esforço que foi para que eles me convencessem a devolver a máquina fotográfica. Naquele momento, descobri algo especial e único. Descobri algo que poderia ser usado para mostrar o mundo como eu o via. Procuro sempre uma fotografia que me faça perguntas ao invés de oferecer respostas. Sentenciado por meus traumas pessoais, mas inspirado pelas possibilidades que vejo na fotografia, uso minha própria inquietação como um elemento essencial na minha busca por uma expressão visual pessoal. A minha motivação no fotojornalismo é minha convicção sincera de que a documentação visual da vida é um fator decisivo na forma como entendemos o mundo que nos rodeia".

André trabalha como fotógrafo, produtor de documentários e realizador.

As suas fotos foram publicadas pela Revista Der Spiegel, The New York Times, Newsweek, The Guardian, El Pais, Le Point, Time, STATUS, Die Welt, Stern, A Magasinet, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo. Seus vídeos são transmitidos na BBC, CNN, Al Jazeera inglês, RAI, NRK, ITV, SBT, Der Spiegel TV, RTL, França 24, etc.

Na Líbia, Andre Liohn colaborou com a Cruz Vermelha Internacional, documentando o trabalho de médicos trabalhando em frente de guerras. Em 2012, a Cruz Vermelha recebeu o 16º Annual Webby Awards pela filmagem da linha da frente fotografada por André Liohn. André Liohn é o criador do projeto "ADIL – Almost Dawn in Libya: Photojournalism as a possible Bridge for Reconciliation”, com vários outros fotógrafos de renome.

Em 2012, André foi premiado com a prestigiada Medalha de Ouro Robert Capa, pela sua série de imagens tiradas durante os cerco a cidade de Misrata na Líbia.

www.prospektphoto.net/authors/andre-liohn/

Revogo (Brasil)

No relatório CCSP-JP de 2016, uma ONG mexicana, publicou o ranking das 50 cidades mais violentas do mundo. Todas elas, exceto oito, encontram-se na América Latina e dezanove no Brasil. Um número que nos faz gelar o sangue, mesmo se analisarmos apenas o Brasil, onde no último ano o numero de homicídios atingiu os 60 mil. A polícia matou uma média de 6 pessoas todos os dias e a violência triplicou.

Somente a Síria ultrapassa estes números nos últimos três anos, com 172 mil homicídios. O Brasil excedeu todas as vítimas mortas de 12 países, como Iraque, Sudão, Afeganistão, Colômbia, Congo, Sri Lanka, Índia, Somália, Nepal, Caxemira, Paquistão e Israel.

De acordo com o "Mapa da violência: homicídios e jovens no Brasil", a violência entre os jovens brasileiros aumentou nas últimas três décadas. Entre 1980 e 2011, as mortes violentas de jovens - causadas por acidentes, homicídios ou suicídios - cresceram 207,9% e, se considerarmos apenas assassinatos, esse aumento atinge 326,1%.

É uma espécie de droga que transformou as favelas brasileiras num inferno, com milhões de seres humanos forçados a viver sem condições básicas, reféns de um governo ausente ou pior ainda, cúmplice dos gangues que competem pelo imenso mercado de drogas.

Todos os dias, jovens afiliados a gangues, bem como seus parentes e amigos, estão envolvidos em vinganças sangrentas que causam a morte não só entre civis, mas também entre a polícia que tenta controlar a onda de violência que neste momento parece imparável.

Simultaneamente ao que acontece nas favelas, o Brasil assistiu a um aumento de manifestações de cidadãos que estão cansados ​​das grandes interrupções nos serviços públicos e do aumento dos impostos motivados ​​pela organização de grandes eventos como o Campeonato do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. Manifestações que muitas vezes são suprimidas pela polícia com um uso excessivo da força.

"No Brasil, a possibilidade de morte violenta está presente na vida de todos. A qualquer momento, onde quer que esteja, não importa quanto dinheiro você tenha".

João Pina nasceu em Lisboa, em 1980 e começou a trabalhar como fotógrafo aos 18 anos de idade, tendo passado a última década a trabalhar na América Latina.

Em 2007, publicou seu primeiro livro "Por teu livre pensamento" com as histórias de 25 ex-prisioneiros políticos portugueses, em colaboração com o escritor e amigo Rui Daniel Galiza. O trabalho do seu primeiro livro inspirou uma campanha publicitária da Amnistia Internacional, valendo-lhe o prémio Lion d'Or no Cannes Lions International Festival of Creativity em 2011.

Entre outros prémios, João Pina foi galardoado com o Moving Walls 21 (2014), Prémio SPA (2012), Bolsa Estação Imagem (2010), PDN Photo Annual (2010), finalista do Prémio Fotoevidence Book (2014), Prémio Gabriel Garcia Marquez (2013), Prémio Henri Nannen (2011), Care Award (2011), Lumix Festival Award (2011), Alexandra Boulat Grant (2009) e Prémio Estação Imagem (2017).

O seu trabalho tem sido publicado no The New York Times, The New Yorker, Time Magazine, Newsweek, Stern, GEO, El Pais Semanal, Revista La Vanguardia, D Magazine, Io Donna, Days Japan, Expresso e Visão, entre outros.

Exibiu seu trabalho em Nova York (Open Society Foundations, Centro Internacional de Fotografia - ICP, Galeria Point of View e Galeria Howard Greenberg), em Tóquio (galeria do Canon), no Rio de Janeiro (Museu de Arte Moderna), em São Paulo (Paço das Artes), em Lisboa (KGaleria e Casa Fernando Pessoa), no Porto (Centro Português de Fotografia) e em Perpignan (Visa pour L'Image).

Em 2014 terminou seu projeto pessoal mais antigo, publicando seu segundo livro "CONDOR", que retrata os restos de uma operação militar intitulada Operação Condor, que tinha o objetivo de destruir a oposição política às ditaduras militares na América do Sul durante a década de 1970.

Licenciou-se no programa Fotojornalismo e Fotografia Documental do Centro Internacional de Fotografia de Nova York (2004/2005), e atualmente é o recetor da prestigiada bolsa da Fundação Nieman Foundation em Harvard (2017/2018).

www.joao-pina.com

Hidden faces of the FARC (Colombia)

Os guerrilheiros do maior movimento de guerrilha do hemisfério ocidental até à pouco tempo eram sobretudo fantasmas. Alguns deles apareciam em imagens de "procurados" das autoridades colombianas, mas viviam escondidos nas selvas colombianas. Com o aproximar da paz na Colômbia, o movimento decidiu fazer a sua décima conferência guerrilheira para discutirem entre si o processo de paz. Reunidos nas savanas do Yari, no sul da Colômbia, o fotógrafo João Pina decidiu retratar os guerrilheiros com uma máquina de grande formato e filme instantâneo Polaroid, logo pedindo aos próprios guerrilheiros para assinarem os seus nomes de guerra e idade. Uma reportagem publicada no Washington Post e revista Sábado.

Nascido em 1980, Siegfried Modola é um fotojornalista independente e fotógrafo documental de ascendência italiano/britânica que trabalha predominantemente em África. O seu trabalho foca-se fundamentalmente em acontecimentos sociais e geopolíticos que afetam a vida das pessoas envolvidas em algumas das crises humanitárias mais críticas do nosso tempo.

Depois de terminar a licenciatura em Journalism and Media Communication em Dublin, conclui um mestrado em fotojornalismo e documentação em Londres, no Reino Unido. Atualmente vive em Paris com a sua família, de onde viaja regularmente para projetos de longo prazo. Cresceu no Quênia e usa Nairobi como base para o seu trabalho no continente Africano.

Desde 2010 que tem viajado, documentando crises humanitárias em mais de uma dúzia de países em África, cobrindo também a crise dos refugiados sírios no norte do Iraque e a guerra entre Israel e palestinianos na Faixa de Gaza em 2014.

Siegfried é colaborador regular da agência noticiosa Reuters, em África e outros regiões do globo. Faz também regularmente, trabalhos para o Wall Street Journal, o Washington Post, Financial Times, Le Monde, Der Spiegel, Suddeutsche Zeitung, Terra Mater, The Guardian UK, La Repubblica e African Report, entre outros.
As suas fotografias apareceram também na revista Time, New York Times, L'Express, Liberation, Figaro, Paris Match, Geo, Internazionale, Grazia (Reino Unido), Neue Zurcher Zeitung, Courrier Internacional, Vanity Fair e Russian Magazine.

www.siegfriedmodola.com

A Struggle Amid Poverty and Crime (Kenya)

Cerca de dois milhões de pessoas estabeleceram-se em favelas espalhadas pela capital do Quénia - Nairobi.

São bairros densamente povoados que fervilham e explodem de energia. As igrejas estão lotadas, jovens do sexo masculino passeiam-se nos ginásios da área e grupos de amigos reúnem-se em barracas de estrada que servem frango grelhado. O nível de crime e desemprego são altos e os serviços básicos são escassos.

Pessoas em habitações irregulares de madeira, papelão e chapa descrevem uma luta diária para ganhar a vida. Alguns viram-se para a prostituição, outros para roubo, abuso de drogas e crime.

Muitos quenianos queixam-se de como a polícia lida com as pessoas, então o crime muitas vezes não é relatado e as relações com as autoridades são tensas. Um homem explicou como seu filho de 20 anos foi morto durante uma operação policial no ano passado.

Apesar do incentivo do governo aos moradores para denunciar policiais corruptos ou violentos, a maioria pede para não serem identificado com medo de represálias.

Alice, de 20 anos, diz que seu parceiro foi morto num tiroteio há cinco anos. Sem nenhum meio de sustentar a si e ao filho recém-nascido, começou a trabalhar como prostituta. Claire, de 17 anos, disse que é trabalhadora do sexo desde os 14 anos de idade.

O vício em drogas e álcool é um problema comum. Uma infusão ilegal chamado Chang'aa é preparada sob fogos abertos em barris de petróleo, na favela de Mathare.

Em Huruma, Stanley e Saaid são viciados em heroína. Stanley, de 36 anos, apanha lixo e Saaid de 32, reúne metal para vender para reciclagem.

"É uma vida difícil aqui", diz Kiru, bebendo um copo num bar em Korogocho onde, outro lado da sala, os funcionários servem bebidas, separados dos clientes por uma jaula de metal.

André Liohn

"Eu não nasci para ser fotógrafo. As realidades e expectativas para aqueles que nasceram no mesmo tempo e lugar de onde eu venho, não foram feitas de sonhos. Aqueles com quem partilhei minha infância nasceram para serem criminosos, prostitutas, toxicodependentes ou foram mortos em idade precoce. A fotografia apareceu na minha vida pela primeira vez quando tinha 6 anos no dia do casamento dos meus pais. Naquela pequena cerimónia, um amigo da minha mãe deixou-me tirar algumas fotos com a sua Kodak Instamatic de bolso. Ainda me lembro do esforço que foi para que eles me convencessem a devolver a máquina fotográfica. Naquele momento, descobri algo especial e único. Descobri algo que poderia ser usado para mostrar o mundo como eu o via. Procuro sempre uma fotografia que me faça perguntas ao invés de oferecer respostas. Sentenciado por meus traumas pessoais, mas inspirado pelas possibilidades que vejo na fotografia, uso minha própria inquietação como um elemento essencial na minha busca por uma expressão visual pessoal. A minha motivação no fotojornalismo é minha convicção sincera de que a documentação visual da vida é um fator decisivo na forma como entendemos o mundo que nos rodeia".

André trabalha como fotógrafo, produtor de documentários e realizador.

As suas fotos foram publicadas pela Revista Der Spiegel, The New York Times, Newsweek, The Guardian, El Pais, Le Point, Time, STATUS, Die Welt, Stern, A Magasinet, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo. Seus vídeos são transmitidos na BBC, CNN, Al Jazeera inglês, RAI, NRK, ITV, SBT, Der Spiegel TV, RTL, França 24, etc.

Na Líbia, Andre Liohn colaborou com a Cruz Vermelha Internacional, documentando o trabalho de médicos trabalhando em frente de guerras. Em 2012, a Cruz Vermelha recebeu o 16º Annual Webby Awards pela filmagem da linha da frente fotografada por André Liohn. André Liohn é o criador do projeto "ADIL – Almost Dawn in Libya: Photojournalism as a possible Bridge for Reconciliation”, com vários outros fotógrafos de renome.

Em 2012, André foi premiado com a prestigiada Medalha de Ouro Robert Capa, pela sua série de imagens tiradas durante os cerco a cidade de Misrata na Líbia.

www.prospektphoto.net/authors/andre-liohn/

Revogo (Brasil)

No relatório CCSP-JP de 2016, uma ONG mexicana, publicou o ranking das 50 cidades mais violentas do mundo. Todas elas, exceto oito, encontram-se na América Latina e dezanove no Brasil. Um número que nos faz gelar o sangue, mesmo se analisarmos apenas o Brasil, onde no último ano o numero de homicídios atingiu os 60 mil. A polícia matou uma média de 6 pessoas todos os dias e a violência triplicou.

Somente a Síria ultrapassa estes números nos últimos três anos, com 172 mil homicídios. O Brasil excedeu todas as vítimas mortas de 12 países, como Iraque, Sudão, Afeganistão, Colômbia, Congo, Sri Lanka, Índia, Somália, Nepal, Caxemira, Paquistão e Israel.

De acordo com o "Mapa da violência: homicídios e jovens no Brasil", a violência entre os jovens brasileiros aumentou nas últimas três décadas. Entre 1980 e 2011, as mortes violentas de jovens - causadas por acidentes, homicídios ou suicídios - cresceram 207,9% e, se considerarmos apenas assassinatos, esse aumento atinge 326,1%.

É uma espécie de droga que transformou as favelas brasileiras num inferno, com milhões de seres humanos forçados a viver sem condições básicas, reféns de um governo ausente ou pior ainda, cúmplice dos gangues que competem pelo imenso mercado de drogas.

Todos os dias, jovens afiliados a gangues, bem como seus parentes e amigos, estão envolvidos em vinganças sangrentas que causam a morte não só entre civis, mas também entre a polícia que tenta controlar a onda de violência que neste momento parece imparável.

Simultaneamente ao que acontece nas favelas, o Brasil assistiu a um aumento de manifestações de cidadãos que estão cansados ​​das grandes interrupções nos serviços públicos e do aumento dos impostos motivados ​​pela organização de grandes eventos como o Campeonato do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. Manifestações que muitas vezes são suprimidas pela polícia com um uso excessivo da força.

"No Brasil, a possibilidade de morte violenta está presente na vida de todos. A qualquer momento, onde quer que esteja, não importa quanto dinheiro você tenha".

João Pina

João Pina nasceu em Lisboa, em 1980 e começou a trabalhar como fotógrafo aos 18 anos de idade, tendo passado a última década a trabalhar na América Latina.

Em 2007, publicou seu primeiro livro "Por teu livre pensamento" com as histórias de 25 ex-prisioneiros políticos portugueses, em colaboração com o escritor e amigo Rui Daniel Galiza. O trabalho do seu primeiro livro inspirou uma campanha publicitária da Amnistia Internacional, valendo-lhe o prémio Lion d'Or no Cannes Lions International Festival of Creativity em 2011.

Entre outros prémios, João Pina foi galardoado com o Moving Walls 21 (2014), Prémio SPA (2012), Bolsa Estação Imagem (2010), PDN Photo Annual (2010), finalista do Prémio Fotoevidence Book (2014), Prémio Gabriel Garcia Marquez (2013), Prémio Henri Nannen (2011), Care Award (2011), Lumix Festival Award (2011), Alexandra Boulat Grant (2009) e Prémio Estação Imagem (2017).

O seu trabalho tem sido publicado no The New York Times, The New Yorker, Time Magazine, Newsweek, Stern, GEO, El Pais Semanal, Revista La Vanguardia, D Magazine, Io Donna, Days Japan, Expresso e Visão, entre outros.

Exibiu seu trabalho em Nova York (Open Society Foundations, Centro Internacional de Fotografia - ICP, Galeria Point of View e Galeria Howard Greenberg), em Tóquio (galeria do Canon), no Rio de Janeiro (Museu de Arte Moderna), em São Paulo (Paço das Artes), em Lisboa (KGaleria e Casa Fernando Pessoa), no Porto (Centro Português de Fotografia) e em Perpignan (Visa pour L'Image).

Em 2014 terminou seu projeto pessoal mais antigo, publicando seu segundo livro "CONDOR", que retrata os restos de uma operação militar intitulada Operação Condor, que tinha o objetivo de destruir a oposição política às ditaduras militares na América do Sul durante a década de 1970.

Licenciou-se no programa Fotojornalismo e Fotografia Documental do Centro Internacional de Fotografia de Nova York (2004/2005), e atualmente é o recetor da prestigiada bolsa da Fundação Nieman Foundation em Harvard (2017/2018).

www.joao-pina.com

Hidden faces of the FARC (Colombia)

Os guerrilheiros do maior movimento de guerrilha do hemisfério ocidental até à pouco tempo eram sobretudo fantasmas. Alguns deles apareciam em imagens de "procurados" das autoridades colombianas, mas viviam escondidos nas selvas colombianas. Com o aproximar da paz na Colômbia, o movimento decidiu fazer a sua décima conferência guerrilheira para discutirem entre si o processo de paz. Reunidos nas savanas do Yari, no sul da Colômbia, o fotógrafo João Pina decidiu retratar os guerrilheiros com uma máquina de grande formato e filme instantâneo Polaroid, logo pedindo aos próprios guerrilheiros para assinarem os seus nomes de guerra e idade. Uma reportagem publicada no Washington Post e revista Sábado.

Siegfried Modola

Nascido em 1980, Siegfried Modola é um fotojornalista independente e fotógrafo documental de ascendência italiano/britânica que trabalha predominantemente em África. O seu trabalho foca-se fundamentalmente em acontecimentos sociais e geopolíticos que afetam a vida das pessoas envolvidas em algumas das crises humanitárias mais críticas do nosso tempo.

Depois de terminar a licenciatura em Journalism and Media Communication em Dublin, conclui um mestrado em fotojornalismo e documentação em Londres, no Reino Unido. Atualmente vive em Paris com a sua família, de onde viaja regularmente para projetos de longo prazo. Cresceu no Quênia e usa Nairobi como base para o seu trabalho no continente Africano.

Desde 2010 que tem viajado, documentando crises humanitárias em mais de uma dúzia de países em África, cobrindo também a crise dos refugiados sírios no norte do Iraque e a guerra entre Israel e palestinianos na Faixa de Gaza em 2014.

Siegfried é colaborador regular da agência noticiosa Reuters, em África e outros regiões do globo. Faz também regularmente, trabalhos para o Wall Street Journal, o Washington Post, Financial Times, Le Monde, Der Spiegel, Suddeutsche Zeitung, Terra Mater, The Guardian UK, La Repubblica e African Report, entre outros.
As suas fotografias apareceram também na revista Time, New York Times, L'Express, Liberation, Figaro, Paris Match, Geo, Internazionale, Grazia (Reino Unido), Neue Zurcher Zeitung, Courrier Internacional, Vanity Fair e Russian Magazine.

www.siegfriedmodola.com

A Struggle Amid Poverty and Crime (Kenya)

Cerca de dois milhões de pessoas estabeleceram-se em favelas espalhadas pela capital do Quénia - Nairobi.

São bairros densamente povoados que fervilham e explodem de energia. As igrejas estão lotadas, jovens do sexo masculino passeiam-se nos ginásios da área e grupos de amigos reúnem-se em barracas de estrada que servem frango grelhado. O nível de crime e desemprego são altos e os serviços básicos são escassos.

Pessoas em habitações irregulares de madeira, papelão e chapa descrevem uma luta diária para ganhar a vida. Alguns viram-se para a prostituição, outros para roubo, abuso de drogas e crime.

Muitos quenianos queixam-se de como a polícia lida com as pessoas, então o crime muitas vezes não é relatado e as relações com as autoridades são tensas. Um homem explicou como seu filho de 20 anos foi morto durante uma operação policial no ano passado.

Apesar do incentivo do governo aos moradores para denunciar policiais corruptos ou violentos, a maioria pede para não serem identificado com medo de represálias.

Alice, de 20 anos, diz que seu parceiro foi morto num tiroteio há cinco anos. Sem nenhum meio de sustentar a si e ao filho recém-nascido, começou a trabalhar como prostituta. Claire, de 17 anos, disse que é trabalhadora do sexo desde os 14 anos de idade.

O vício em drogas e álcool é um problema comum. Uma infusão ilegal chamado Chang'aa é preparada sob fogos abertos em barris de petróleo, na favela de Mathare.

Em Huruma, Stanley e Saaid são viciados em heroína. Stanley, de 36 anos, apanha lixo e Saaid de 32, reúne metal para vender para reciclagem.

"É uma vida difícil aqui", diz Kiru, bebendo um copo num bar em Korogocho onde, outro lado da sala, os funcionários servem bebidas, separados dos clientes por uma jaula de metal.

Organização conjunta

Teatro Reflexo

Rua da Pedreira, 14-A
2710-121 Cabriz, Sintra

T +351 214213188
www.teatroreflexo.org
info@sintrapressphoto.com

União Freguesias Sintra



www.uniaofreguesiassintra.pt
geral@uniaodasfreguesias-sintra.pt

Apoios

Equipa

Organização conjunta
Reflexo – Associação Cultural e Teatral e União das Freguesias de Sintra

Direção
José Chaíça
Michel Simeão
Paulo Nunes dos Santos

Curadoria
Paulo Nunes dos Santos

Assistente de Produção
Ana Custódio

Assessoria de Imprensa
RB & JPC, lda

Tradução de Materiais
Miguel Sousa

Design de Comunicação e Website
Thisislove studio